Grupo das TREZE

colectivo intermitente de feministas praticantes, mais ou menos anónimo e coiso.

May 16, 2012 at 1:24pm

NÃO SOU MACHISTA, MAS…
Não sou machista, mas… sempre que uma gaja começa a falar em aspectos relacionados com a desigualdade de género acho-a um bocado…Piegas!
Não sou machista, mas… se vejo uma mulher machista, sinto-me ilibado de tentar combater o meu próprio machismo.
Não sou machista, mas… na cama, o que interessa é eu gozar e/ou provar que li os livros todos.
Não sou machista, mas…. gajas que dormem com quem querem, quando querem e as vezes que querem são putas fáceis e para usar. Os gajos que fazem o mesmo? São os maiores!
Não sou machista, mas… num grupo libertário, se uma mulher é assediada ou violada…. Espera, nenhuma mulher pode ser assediada ou violada num espaço libertário. Isso não é hipótese que se coloque.
Não sou machista, mas… se vejo um gajo ser agressivo com uma gaja, não faço nada porque isso é assunto deles.
Não sou machista e tenho a convicção de que a linguagem é central no entendimento e construção das realidades, mas… linguagem sexista? Isso não existe!
Não sou machista, mas… se um gajo diz que quem faz as tarefas domésticas todas é a mulher, acho perfeitamente aceitável (e até acho piada, se dito pelo Ricardo Araújo Pereira).
Não sou machista, mas… as gajas são todas muito complicadas e emocionais e cuscas e intriguistas.
Não sou machista, mas… quando se trata de fazer as actas ou os resumos das reuniões, acho perfeitamente natural que sejam sempre mulheres a acabar por fazê-lo porque nenhum homem se disponibiliza para.
Não sou machista, mas… adoro hierarquizar as lutas, sim porque isto de combater a sociedade patriarcal, convenhamos que é secundário.
Não sou machista, mas… as mulheres são mais multitarefas, secretariar plenários e intervir é mais fácil para elas.
Não sou machista, mas… uma gaja inteligente e que questiona as minhas opiniões deixa de me dar tusa.
Não sou machista, mas… mãe é mãe.
Não sou machista, mas… há sempre poucas mulheres a perceber do assunto cujo debate eu estou a organizar.
Não sou machista, mas… se as gajas não falam mais em assembleias é porque não querem.
Não sou machista, mas… se há 3 mulheres na mesa da assembleia, considero imediatamente que há igualdade.
Não sou machista, mas… ter 3 mulheres activas na cozinha e 3 homens activos na tomada da palavra é paritário.
Não sou machista, não tenho comportamentos machistas e não há qualquer coisa para discutir, mas…

Qualquer semelhança com a tua realidade é, pois….Machismo.


Envia-nos as tuas frases “Não sou machista, mas…”, para grupodastreze@gmail.com

NÃO SOU MACHISTA, MAS…

Não sou machista, mas… sempre que uma gaja começa a falar em aspectos relacionados com a desigualdade de género acho-a um bocado…Piegas!

Não sou machista, mas… se vejo uma mulher machista, sinto-me ilibado de tentar combater o meu próprio machismo.

Não sou machista, mas… na cama, o que interessa é eu gozar e/ou provar que li os livros todos.

Não sou machista, mas…. gajas que dormem com quem querem, quando querem e as vezes que querem são putas fáceis e para usar. Os gajos que fazem o mesmo? São os maiores!

Não sou machista, mas… num grupo libertário, se uma mulher é assediada ou violada…. Espera, nenhuma mulher pode ser assediada ou violada num espaço libertário. Isso não é hipótese que se coloque.

Não sou machista, mas… se vejo um gajo ser agressivo com uma gaja, não faço nada porque isso é assunto deles.

Não sou machista e tenho a convicção de que a linguagem é central no entendimento e construção das realidades, mas… linguagem sexista? Isso não existe!

Não sou machista, mas… se um gajo diz que quem faz as tarefas domésticas todas é a mulher, acho perfeitamente aceitável (e até acho piada, se dito pelo Ricardo Araújo Pereira).

Não sou machista, mas… as gajas são todas muito complicadas e emocionais e cuscas e intriguistas.

Não sou machista, mas… quando se trata de fazer as actas ou os resumos das reuniões, acho perfeitamente natural que sejam sempre mulheres a acabar por fazê-lo porque nenhum homem se disponibiliza para.

Não sou machista, mas… adoro hierarquizar as lutas, sim porque isto de combater a sociedade patriarcal, convenhamos que é secundário.

Não sou machista, mas… as mulheres são mais multitarefas, secretariar plenários e intervir é mais fácil para elas.

Não sou machista, mas… uma gaja inteligente e que questiona as minhas opiniões deixa de me dar tusa.

Não sou machista, mas… mãe é mãe.

Não sou machista, mas… há sempre poucas mulheres a perceber do assunto cujo debate eu estou a organizar.

Não sou machista, mas… se as gajas não falam mais em assembleias é porque não querem.

Não sou machista, mas… se há 3 mulheres na mesa da assembleia, considero imediatamente que há igualdade.

Não sou machista, mas… ter 3 mulheres activas na cozinha e 3 homens activos na tomada da palavra é paritário.

Não sou machista, não tenho comportamentos machistas e não há qualquer coisa para discutir, mas…


Qualquer semelhança com a tua realidade é, pois….Machismo.


Envia-nos as tuas frases “Não sou machista, mas…”, para grupodastreze@gmail.com

May 15, 2012 at 5:29pm

No Domingo de 13 de Maio de 2012, dia de várias procissões a Fátima e outros lugares que tal, o Grupo das Treze resolveu lembrar, nos seios da Primavera Global, no Parque Eduardo VII, que neste, como noutros dias, é importante “Pecarmos” mordendo todas as maçãs  que sejam sinónimo de liberdade, de prazer e de emancipação. 
As TREZE advertem:
Pecar faz as pessoas sexy e powerful!
A virgindade provoca o cancro.

May 11, 2012 at 4:15pm

já é 2012 

e as treze conspiram. a 13 de maio, voltam às ruas. diz que é (na) primavera e tudo.

3:42pm

novembro 2011

novembro 2011

3:37pm

cartazes a propósito da slut walk lisboa ~ junho11

3:34pm

a 13 de maio de 2011, lisboa acordou com estes cartazes espalhados pelas paredes de igrejas, pela sede do cds-pp, fachada da cgtp, conde redondo, anjos, intendente…

a 13 de maio de 2011, lisboa acordou com estes cartazes espalhados pelas paredes de igrejas, pela sede do cds-pp, fachada da cgtp, conde redondo, anjos, intendente…

May 10, 2012 at 5:07pm

Não somos moeda e a nossa liberdade não é para troca.
O poder já nos habituou às tentativas de compra dos movimentos sociais, com políticas reformistas que reforçam, mais do que combatem, um sistema capitalista excludente, criador e alimentador de desigualdades.
Façamos-lhes a vontade – dizem elxs. Façamos a vontade axs feministas, às fufas e axs trans*, axs imigrantes, às putas e às bichas ou axs bissexuais. Façamos-lhes a von…tade, desde que não coloquem em causa o sistema heteropatriarcal e capitalista, claro! Dêem-lhes o casamento entre pessoas do mesmo sexo, até porque isso reforça a hegemonia monogâmica – mas não xs deixem adoptar; dêem-lhes a igualdade formal de oportunidades entre mulheres e homens porque isso xs convence de que só há mesmo homens OU mulheres – e continuemos a difundir, na saúde, na justiça, na educação, os valores que xs escravizam a papéis sexuais restritos; dêem-lhes uma lei que facilita a mudança de nome, nos documentos das pessoas transexuais - mas continuemos a apregoar que são doentes mentais; dêem-lhes a legalidade da prostituição – mas não lhe chamem trabalho nem se conceba que possa ser uma escolha; deixem xs imigrantes viver no NOSSO país – mas desde que seja para fazer o mais precário dos trabalhos e desde que possam ser expulsxs quando nos for conveniente. Dêem-lhes políticas reformistas, a ver se temos movimentos sociais mais consolados e bem-comportados, enquanto continuamos a vigiar e a excluir os corpos, os desejos ou as identidades não rentáveis.
Pois, mas a nós, as políticas reformistas não nos consolam nem calam. Não aceitamos a exploração capitalista, como se de um elemento integrativo se tratasse. Não aceitamos que os direitos humanos sejam moeda de troca. Não aceitamos lavagens cor-de-rosa. Não aceitamos que o governo ou “os mercados” decidam quem explora, quem é exploradx e quem beneficia dessa exploração. Não somos moeda e a nossa liberdade não é para troca.
É isso que vamos dizer no próximo dia 24 Nov, na Manif Anti-capitalista: pelo bloqueio e pela sabotagem. A greve geral deve significar não só a paragem de todo o sistema de produção, como nos pedem os sindicatos, mas também, e sobretudo, a evidência da revolta contra a opressão capitalista. Por este motivo, a greve geral é o dia de todxs sairmos à rua, mostrando que queremos e estamos dispostxs a tudo, por um sistema político, económico e social de todas e para todas as pessoas (e não de algumas e para uns poucxs); para mostrar que queremos, e estamos dispostxs a tudo, por um sistema que não seja escravo dos interesses de unxs, à custa de muitxs.
queers-feministas anticapitalistas ~ novembro 2010

Não somos moeda e a nossa liberdade não é para troca.

O poder já nos habituou às tentativas de compra dos movimentos sociais, com políticas reformistas que reforçam, mais do que combatem, um sistema capitalista excludente, criador e alimentador de desigualdades.

Façamos-lhes a vontade – dizem elxs. Façamos a vontade axs feministas, às fufas e axs trans*, axs imigrantes, às putas e às bichas ou axs bissexuais. Façamos-lhes a von…tade, desde que não coloquem em causa o sistema heteropatriarcal e capitalista, claro! Dêem-lhes o casamento entre pessoas do mesmo sexo, até porque isso reforça a hegemonia monogâmica – mas não xs deixem adoptar; dêem-lhes a igualdade formal de oportunidades entre mulheres e homens porque isso xs convence de que só há mesmo homens OU mulheres – e continuemos a difundir, na saúde, na justiça, na educação, os valores que xs escravizam a papéis sexuais restritos; dêem-lhes uma lei que facilita a mudança de nome, nos documentos das pessoas transexuais - mas continuemos a apregoar que são doentes mentais; dêem-lhes a legalidade da prostituição – mas não lhe chamem trabalho nem se conceba que possa ser uma escolha; deixem xs imigrantes viver no NOSSO país – mas desde que seja para fazer o mais precário dos trabalhos e desde que possam ser expulsxs quando nos for conveniente. Dêem-lhes políticas reformistas, a ver se temos movimentos sociais mais consolados e bem-comportados, enquanto continuamos a vigiar e a excluir os corpos, os desejos ou as identidades não rentáveis.

Pois, mas a nós, as políticas reformistas não nos consolam nem calam. Não aceitamos a exploração capitalista, como se de um elemento integrativo se tratasse. Não aceitamos que os direitos humanos sejam moeda de troca. Não aceitamos lavagens cor-de-rosa. Não aceitamos que o governo ou “os mercados” decidam quem explora, quem é exploradx e quem beneficia dessa exploração. Não somos moeda e a nossa liberdade não é para troca.

É isso que vamos dizer no próximo dia 24 Nov, na Manif Anti-capitalista: pelo bloqueio e pela sabotagem. A greve geral deve significar não só a paragem de todo o sistema de produção, como nos pedem os sindicatos, mas também, e sobretudo, a evidência da revolta contra a opressão capitalista. Por este motivo, a greve geral é o dia de todxs sairmos à rua, mostrando que queremos e estamos dispostxs a tudo, por um sistema político, económico e social de todas e para todas as pessoas (e não de algumas e para uns poucxs); para mostrar que queremos, e estamos dispostxs a tudo, por um sistema que não seja escravo dos interesses de unxs, à custa de muitxs.

queers-feministas anticapitalistas ~ novembro 2010

May 9, 2012 at 5:17pm

às vezes somos

o grupo das treze não é composto por treze pessoas ou, às vezes, sim. fomos buscar o nome ao grupo das treze republicanas*, mas não sabemos todas quem elas foram. não somos apenas gajas, mas às vezes, sim. somos todas anticapitalistas, mas às vezes não.  somos anónimos, mas, às vezes, nem tanto. não temos nenhum objectivo em comum, mas às vezes, calha que sim. temos ideia do que queremos, mas às vezes, só à vez. às vezes, somos membros de outros colectivos (irmãs d*s queers-feministas anticapitalistas), às vezes outros colectivos são os nossos membros. somos todas feministas, mas às vezes feminismo quer dizer, para cada uma, coisas diferentes. às vezes nem por isso e, por isso, às vezes sim, somos o grupo das treze.

*a história, aqui.